
A digitalização da economia, o avanço da inteligência artificial e a expansão da computação em nuvem estão aumentando a demanda por Data Centers. Essas infraestruturas sustentam operações essenciais em setores como indústria, saúde, finanças, logística, telecomunicações e serviços públicos.
Nesse cenário, a sanção da Lei nº 15.504/2026, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o REDATA, representa um avanço para a infraestrutura digital brasileira.
O regime cria incentivos fiscais para a instalação e a ampliação de Data Centers no país, com foco em projetos relacionados à inteligência artificial, computação em nuvem, armazenamento de dados e processamento de alto desempenho.
Segundo estimativa da Brasscom, o Brasil poderá atrair até US$ 92 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos, considerando apenas a infraestrutura física de Data Centers. O país já responde por aproximadamente 48% da capacidade operacional e por cerca de 71% da capacidade em construção na América Latina.
Sustentabilidade e eficiência operacional
Os benefícios tributários do REDATA estão associados a compromissos relacionados ao uso de energia de baixa emissão, eficiência hídrica, pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A medida amplia a competitividade brasileira, mas alguns desafios permanecem. A disponibilidade de energia, a conexão dos empreendimentos à rede elétrica, o licenciamento ambiental e a tributação estadual estão entre os fatores que podem influenciar a concretização dos investimentos.
Com o crescimento das aplicações de inteligência artificial, os Data Centers também precisam lidar com maior densidade computacional, consumo de energia e necessidade de refrigeração. Por isso, eficiência e disponibilidade passam a ser decisivas desde o planejamento até a operação dessas instalações.
Segurança em ambientes de missão crítica
Em um Data Center, disponibilidade é um requisito de negócio. Interrupções, acessos indevidos, falhas de procedimentos ou incidentes operacionais podem comprometer serviços, informações e atividades essenciais.
A proteção desses ambientes depende da integração entre segurança física, segurança da informação e continuidade operacional. Controle de acesso, monitoramento contínuo, segregação de áreas, rastreabilidade de ocorrências e equipes preparadas são fundamentais para reduzir riscos.
Mais do que investir em tecnologia, é necessário estabelecer processos consistentes e garantir que as pessoas envolvidas na operação compreendam a criticidade de cada procedimento.
A experiência da Anjos da Guarda
A Anjos da Guarda atua em diferentes operações de Data Centers em Minas Gerais, São Paulo e Paraná, reunindo experiência no atendimento a ambientes que exigem rigor operacional, controle de acessos, cumprimento de protocolos e agilidade na resposta a ocorrências.
A empresa também possui a certificação ISO 27001, referência internacional para Sistemas de Gestão da Segurança da Informação. A certificação reforça a adoção de processos estruturados para gestão de riscos, proteção das informações, governança e melhoria contínua.
A experiência em diferentes operações, aliada às boas práticas de segurança da informação, fortalece a capacidade da Anjos da Guarda de apoiar ambientes nos quais pessoas, processos e tecnologia precisam atuar de forma integrada.
O REDATA inaugura uma nova etapa para a infraestrutura digital brasileira. Mais do que ampliar a capacidade computacional do país, o desafio será assegurar que esse crescimento ocorra com segurança, eficiência, resiliência e continuidade operacional.
Fontes consultadas: Senado Federal, Brasscom e JLL Latin America Data Center Report, com dados divulgados pela Forbs Brasil.